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  • Foto do escritorValdir Steuernagel

Evangélicos e católicos podem conversar?

O zelo de Deus, o joio e o trigo II


De volta ao quarto do hotel... mas com a cabeça em Palmeira dos Índios

Alguns meses atrás eu escrevi um artigo intitulado O ZELO DE DEUS, O JOIO E O TRIGO, em que se procurava identificar o que havia de evangélico entre os que nos chamamos evangélicos. Aqui o enfoque muda, mas a busca pelo que é evangélico continua. Estou, simplesmente, dando um passo numa outra direção. É que, desta vez, o editor da revista me pediu que respondesse algumas perguntas tendo em vista a relação entre evangélicos e católicos.


É interessante que quando escrevi aquele primeiro artigo eu fiz referência a uma ficha que precisava preencher para conseguir um quarto de hotel. Nela se pedia que eu identificasse a minha profissão. "Pastor", eu escrevi então. Hoje, ao escrever o presente texto, eu me encontro de volta naquele mesmo hotel e, novamente, preenchi aquela famosa ficha. "Profissão: pastor", eu escrevi, uma vez mais. Escrevo, pois, como pastor evangélico.


Venho de uma viagem ao interior de Palmeira dos Índios, uma das cidades de Alagoas. Lá eu tive a oportunidade de ler e conversar acerca da Bíblia em duas comunidades onde o pessoal pertence, em sua quase totalidade, à Igreja Católica Romana. E lá eu fui apresentado como "pastor evangélico". Algo um pouco raro entre eles, assim me pareceu. Mas a minha palavra foi muito bem recebida. E eu aprendi, uma vez mais, que a Bíblia é o livro de todo o povo de Deus e pode ser estudada por qualquer grupo, em qualquer lugar. E onde a Bíblia for aberta, estudada e ouvida eu posso estar presente -- independente e, às vezes, apesar dos rótulos. É também com essa postura que eu escrevo este texto, querendo ser moldado pela Palavra e desejoso de estar a serviço dessa mesma Palavra.


Revelando as minhas suspeitas

A minha experiência em Palmeira dos Índios não significa dizer que o grupo ao qual a gente pertence é indiferente. Ou que as diferentes igrejas institucionalizadas são todas iguais. Aliás, uma das formas de perceber o quanto elas são diferentes é perguntar pelo lugar que a Bíblia tem em cada uma delas e qual é o espaço interpretativo que se dá a ela, seja a nível institucional ou comunitário.


Ademais, eu me posiciono neste texto como sendo alguém que pertence à família evangélica, com as implicações bíblico-teológicas e eclesiais deste fato. Mas eu pertenço, especificamente, à Igreja Evangélica de Confissão Luterana, que se entende como ecumênica. Como delegado desta igreja, por exemplo, tive a oportunidade de estar na assembléia constitutiva do CONIC, do qual a Igreja Católica Romana é um dos membros mais importantes. Portanto, se bem que eu tenha muita clareza quanto a quem sou e ao que creio, a minha postura pessoal e a minha prática pastoral têm sido as de buscar o abraço sempre que possível e estabelecer as fronteiras sempre que necessário.


Confesso, no entanto, que tenho lá minhas dificuldades de relacionamento. Aponto rapidamente para algumas delas:


a) Eu creio que o movimento ecumênico oficial e institucionalizado, seja entre evangélicos e/ou protestantes, seja incluindo os católicos, tem sido tomado por um marasmo imobilizador. Ou seja, se conversa muito e se chega a conclusão pouca. Quase tudo é aceitável, mas com pouco se concorda. Prefiro, por exemplo, ler a Bíblia com as comunidades em Palmeira dos Índios, a participar de reuniões ecumênicas de cúpula.


b) Na minha avaliação, o presente pontificado de João Paulo II tem levado a Igreja Católica Romana a uma postura conservadora que, em termos doutrinários, eclesiais e ecumênicos, pensávamos superada. Há, hoje, muito menos ar para respirar no que se refere a uma conversa com os católicos romanos.


c) Eu tenho sérias dificuldades para aceitar uma espécie de macro-ecumenismo que se expressa num diálogo inter-religioso em que a fé cristã passa a ser uma expressão de fé entre outras e onde não se reconhece a necessidade de estabelecer fronteiras. Vejo esta tendência se aninhando em significativos grupos católicos e protestantes históricos.


Demorei a chegar nas perguntas, eu sei. Mas agora, creio, vai ser mais fácil entender as minhas respostas. E afinal, não é mais fácil a gente conversar sabendo quem é o outro e de onde ele vem?

 

1. A Igreja Católica Romana hoje é a mesma de 50 anos atrás?

A Igreja Católica Romana tem a virtude e o defeito de mudar sem mudar. No decorrer dos séculos ela tem mostrado uma incrível capacidade de sobreviver e de absorver as mais variadas crises, desafios e ênfases.


Nas décadas recentes, especialmente a partir do Concílio Vaticano II e de Medelin'68, onde e quando ocorreu a II Conferência Geral do Episcopado Latino-americano, a Igreja Católica Romana mudou significativamente, desencadeando um arrojado processo de modernização, reevangelização e redifinição das suas alianças e do seu papel no mundo presente. Foi nesse contexto que nasceu a conhecida e importante opção preferencial pelos pobres.


Mais recentemente e sob a inspiração do Papa João Paulo II, no entanto, tem se registrado um acúmulo de sinais indicando que o espírito do Vaticano II está sendo empurrado para a sombra, e um tipo de catolicismo mais fechado, conservador, ritualista e hierárquico começa a ocupar espaços predominantes na estrutura dessa igreja. Numa perspectiva crítica, até se poderia dizer que, ao mudar, o catolicismo está "voltando para trás".


2. E a igreja protestante hoje, é a mesma de 50 anos atrás?

Há, hoje, uma evidente dificuldade de se falar da "igreja protestante", uma vez que esta, do ponto de vista institucional, se encontra em profunda crise. Uma crise que está levando o protestantismo, em sua expressão clássica, a desaparecer do cenário eclesial brasileiro que hoje se chama de evangélico. Eis, pois, uma mudança profunda. Se no passado a igreja evangélica era composta basicamente, excluído o fenômeno pentecostal, das igrejas protestantes, hoje estas representam uma minoria dessa crescente igreja evangélica, especialmente quando os grupos carismáticos e pentecostais são incluídos em tal designação.


Há 50 anos, a então chamada "igreja prostestante" era uma minoria escondida e perdida em meio a um grande universo católico. Hoje, a igreja evangélica é uma realidade incontestável num país que é menos católico e mais sincrético, uma vez que a presença dos cultos afro-brasileiros é claramente perceptível em vários segmentos da vida nacional.


A realidade da igreja evangélica se deixa medir não apenas em termos numéricos, onde os dados estatísticos são de difícil verificação mas se poderia falar de 15% da população total do Brasil. Mas esta presença se faz sentir também em outros segmentos da vida pública brasileira. Os Atletas de Cristo e os próprios políticos evangélicos seriam sinal desta mudança na presença evangélica no cenário nacional.


Numa perspectiva crítica se poderia dizer que a perda de conteúdo e de presença crítica (afinal, ser protestante significa saber protestar) da igreja evangélica tem sido proporcional ao índice do seu crescimento. Hoje, a grande igreja evangélica tem se rendido às pressões e tentações do mercado religioso, produzindo uma igreja que é teologicamente superficial, pastoralmente vulnerável, eclesialmente encantada consigo mesma e profundamente voltada para o místico e o espetacular. A igreja evangélica carece de ser uma igreja que resgata os valores fundacionais do protestantismo histórico, onde o Cristo e a Palavra são as colunas da fé e onde a salvação é somente uma questão da graça de Deus.


3. O relacionamento entre católicos e protestantes em países não-cristãos é o mesmo que em países cristãos?

Esta é uma pergunta difícil de ser respondida, uma vez que não vivemos esta experiência em nosso contexto. O conhecimento que tenho, no entanto, é que em situações tais onde os cristãos são absolutamente minoritários a tendência é que haja uma maior propensão para que as diferenças sejam menos ressaltadas e caminhos de aproximação sejam, onde possível, buscados.


4. O relacionamento entre católicos e protestantes em países de predominância protestante é o mesmo que em países de predominância católica?

Quando eu fui estudar nos Estados Unidos, tive a oportunidade de fazer alguns cursos num seminário católico. Ao ouvir alguns dos meus colegas de classe conversarem, eu os percebia usando uma linguagem que me era familiar. Ou seja, eles falavam no estudo da Bíblia e no grupo de estudo bíblico como eu estava acostumado a fazê-lo. A minha percepção, pois, foi a de que num país de forte influência protestante, como os EUA, a igreja católica é bastante diferente do que na América Latina. Afinal, neste contexto ela precisa trabalhar a evangelização e não pode contar com um mercado "cativo" natural, como tem sido o caso por muito tempo no Brasil.


5. Para ter o perdão de pecados e a salvação eterna, o católico que crê no sacrifício expiatório de Jesus tem que abandonar o catolicismo e passar para a igreja protestante?

O perdão dos pecados e a salvação eterna não são, felizmente, concedidos por nenhuma pessoa ou instituição humana. É Deus quem perdoa e salva mediante a cruz de Cristo. A pergunta, assim me parece, poderia caminhar noutra direção. Ou seja: as igrejas precisam constantemente inquirir acerca de si mesmas e indagar se estão se colocando a serviço da vivência e da proclamação do perdão e da salvação de Deus. A pergunta à igreja é se ela tem lugar para a cruz de Cristo. Outro aspecto da pergunta é se aqueles que experimentam o perdão e a salvação em Cristo conseguem viver esta experiência e crescer nesta fé nas suas respectivas igrejas. Caso a resposta a qualquer destas duas perguntas seja negativa, então a igreja está deixando de ser igreja. O que a experiência evangélica tem detectado com freqüência é que muitas pessoas que tiveram a oportunidade de se acercar do perdão dos pecados e da salvação em Cristo Jesus têm tido dificuldades de permanecer na Igreja Católica Romana, seja por falta de apoio ou por falta de alimento relacional e espiritual.


6. A igreja evangélica brasileira ainda é acentuadamente anticatólica? Deve continuar assim?

Eu percebo a igreja evangélica brasileira como sendo, ainda, bastante anticatólica. Este, afinal, é um componente inportantíssimo em sua história. É, porém, uma tendência que deve diminuir. É interessante observar, por exemplo, o quanto a Igreja Universal do Reino de Deus usa de uma linguagem e de símbolos que são importantes na tradição católica. Isso, apesar dos "chutes na santa", que continuam a ser um efetivo instrumento de marketing. No entanto, à medida que o Brasil deixar de ser um país católico, os próprios evangélicos terão de perceber que não basta ser "contra algo" para ganhar a adesão de alguém. Para os evangélicos, eu diria, tem sido até cômodo afirmar a sua identidade em contraposição ao ser católico. Este tempo, no entanto, está chegando ao fim e os evangélicos terão de ficar em pé em função da sua própria proposta, da sua própria palavra e das suas próprias pernas.


7. Poderia dar-se o caso de tanto a igreja católica como a igreja protestante estarem mais ciosas de suas tradições históricas e de sua sobrevivência do que de seu zelo e entusiasmo pela pessoa de Jesus?

A igreja, antes de ser instituição, é e quer ser "corpo em movimento". Mas é natural que esse corpo se institucionalize. Que crie suas estruturas e estabeleça os necessários mecanismos para o seu funcionamento. E, no momento seguinte, é quase inevitável que a instituição comece a se preocupar consigo mesma, zelar pelas suas tradições e lutar pela sua sobreviência. Este processo e esta experiência não são diferentes com a igreja, seja ela a Católica Romana ou uma das múltiplas igrejas evangélicas.


O evangelho de Cristo, no entanto, não se deixa enquadrar em processos de institucionalização. O evangelho é livre e solto. É vitalmente dinâmico. A própria igreja nasce como fruto do encontro com esse evangelho e tem a vocação de colocar-se a serviço deste mesmo evangelho. Consequentemente, para que o processo de institucionalização da igreja seja saudável ele precisa ser aberto, criticável e relativizável. A igreja, pois, busca por uma institucionalização que se coloque sob a constante avaliação do próprio evangelho.


Historicamente falando, todas as igrejas, sejam elas católicas ou protestantes, têm dificuldades com estes processos de institucionalização aberta. No caso da Igreja Católica Romana, este processo acaba sendo mais complicado e difícil porque ela é a mais antiga e a maior igreja institucionalizada.


Eu creio, no entanto, que Deus dificilmente desiste de nós e das nossas instituições. Portanto, enquanto o evangelho encontrar alguma brecha e espaço para habitar entre nós, Deus insiste em se relacionar conosco na perspectiva da nossa conversão e, consequentemente, da esperança.


8. É certo que no Brasil há um catolicismo oficial e outro popular?

Há, certamente, vários tipos de catolicismo no Brasil. O próprio catolicismo oficial não é monolítico. O catolicismo é certamente maior do que o papa, que é o seu líder maior. As diferentes ordens religiosas, por exemplo, não deixam de ser oficiais, mas elas podem ser bastante diferentes entre si.


Quanto à expressão popular do catolicismo eu apontaria em duas direções. Numa delas, o catolicismo se apropriou de elementos de expressões religiosas indígenas, negras e mesmo espíritas, num esforço catequisador, gerando uma espécie de catolicismo popular sincrético. Mas o reverso também aconteceu. As religões afro-brasileiras, no afã de conquistarem espaço, aceitação --e até mesmo como disfarce-- acabaram incorporando, na sua expressão religiosa, elementos do catolicismo. É por isso que é possível encontrar os mesmos santos, mas com nomes diferentes, tanto na igreja católica como na expressão religiosa afro-brasileira.


9. No Brasil, a tolerância católica com os cultos afros é muito grande e estes são muitas vezes admitidos como manifestações "culturais", enquanto que, no meio protestante em geral, tais cultos são fortemente rejeitados e considerados de inspiração demoníaca. Qual postura lhe parece mais adequada para alcançar os praticantes dos cultos afros?

Qualquer tarefa evangelizadora requer um acurado exercício de discernimento no que se refere à assimilação e à ruptura. Dependendo do que se trata, ambos são legítimos e necessários. Qualquer exercício de evangelização assimila elementos do lugar onde esta acontece. No entanto, qualquer exercício evangelizador também requer a denúncia e a ruptura no que se refere a crenças, práticas e costumes de um determinado contexto. No caso das religiões afro-brasileiras, a fé evangélica tem dito que a ruptura é necessária porque, neste caso, se está tratando de uma prática religiosa que é incompatível com o conteúdo e os valores da fé cristã. Ou seja, com a idolatria não é possível compactuar. No caso histórico da igreja católica, ela tentou fazer pontes e se deu mal. Não evangelizou devidamente e foi engolida por uma cultura e uma prática religiosa que é intensa e profunda, gerando o que chamamos anteriormente de sincretismo. A postura bíblica requerida neste contexto é a ruptura, o que não significa dizer que a cultura tipicamente brasileira é, per se, demoníaca. A cultura brasileira, como uma expressão cultural entre tantas outras, traz elementos, tanto da mão criadora de Deus como da queda humana.


10. Não poucos católicos brasileiros professam crenças espíritas e continuam oficialmente católicos. O mesmo fenômeno ocorre no ambiente protestante?

A presença de crenças e práticas espíritas é muito profunda no contexto brasileiro, permeando setores enormes e significativos da nossa sociedade. Como a igreja católica não trabalhou com a postura da ruptura, ela acabou gerando uma enorme confusão, da qual já não consegue se libertar. É por isso que se podem encontrar tantos "católicos espíritas" entre nós.


No ambiente protestante isso não acontece na mesma proporção, justamente porque o protestantismo, em sua grande maioria, apregoou a necessidade da ruptura, afirmando a impossibilidade da convivência entre a fé cristã e as expressões religiosas de cunho espírita. Do ponto de vista da visão de mundo e da prática cotidiana, no entanto, não se poderia dizer que as igrejas evangélicas estão livres de que a sua gente pense e aja em termos espíritas. À proporção que o cristianismo vai passando a ser nominal, por exemplo, a Bíblia já não é aprofundada e estudada e a evangelização passa a ser meramente quantitativa, a influência da cosmovisão e das práticas espíritas passa a ser uma realidade também entre fileiras evangélicas. Eu diria ainda que à medida que a prática evangelizadora evangélica passa a trabalhar simplesmente com a ênfase na cura, nas manifestações excepcionais, seja a nível da expressão dos dons ou da batalha espiritual, ela está introduzindo elementos de uma religiosidade de negociação e de resultados, de consumo e de mínimas consequências éticas, que a própria Palavra de Deus desconhece. Pois esta prática religiosa que não conduz e nem desafia os seus "consumidores" a uma ruptura profunda a nível da transformação da mente e da vivência dos frutos do espíritos acaba confundindo e relativizando a própria natureza e os princípios básicos da fé cristã. Este não é um caminho, mas apenas um beco sem saída.


11. Apenas 12% dos católicos brasileiros são praticantes. Quem vai levar a Cristo a multidão de católicos não praticantes?

A tarefa da evangelização não é uma questão de rótulos. Não é a vocação de uma determinada sigla religiosa. É tarefa de toda a igreja. Igreja esta que está espalhada entre tantas diferentes igrejas. E, historicamente, se pode dizer até que quando uma determinada igreja não evangeliza mais o Espírito de Deus levanta outra que se dispõe a fazê-lo. A multidão de brasileiros que não conhecem o evangelho deve, pois, ser evangelizada por aqueles que, tendo conhecido esse mesmo evangelho, sentem-se desafiados a transmiti-lo e vivê-lo, por assim dizer, em tempo e fora de tempo.


O mandato da evangelização não obedece a critérios de mercado. Ou seja, o fato de vivermos num país de memória católica não significa nem que este povo da memória esteja evangelizado e nem que ele já não precise ser evangelizado. Aliás, a tarefa evangelizadora nunca acaba. Ela precisa ser uma tarefa contínua da igreja. Cada nova geração, por exemplo, precisa do seu próprio encontro com a evangelização. Com esta afirmação eu estou dizendo duas coisas:


(a) a Igreja Católica não tem o direito de acusar as igrejas evangélicas de estarem "roubando" os seus membros, quando estes não têm a consciência e a experiência de serem membros de um corpo que, para eles, se chame de igreja.


(b) E nem os evangélicos têm a vocação para "roubar" da Igreja Católica aquelas pessoas que têm consciência de terem sido vocacionadas por Deus para a tarefa evangelizadora em meio e a partir do seu próprio contexto, por mais difícil que isso possa parecer, em determinadas situações.


A evangelização é coisa de Deus. Coisa que Deus confia a pessoas como nós. Pessoas que precisam e tendem a institucionalizar os caminhos da confiança evangelizadora que Deus nos confiou. E pessoas que tendem a esquecer-se deste ato de confiança e começam a se preocupar, prioritariamente, com a sobrevivência da sua própria instituição. Mas, como Deus é livre para cumprir com o desejo do seu próprio coração, ele bate a qualquer porta de sua escolha, confiando a quem queira ouvir e ver o privilégio de "proclamar as virtudes daquele que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" (1 Pe 2.10b).

 

Publicado originalmente na Revista Ultimato.

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